
NÃO NEGO ABRIL!
Não negarei Abril, que Abril sou eu
E tudo o que em mim vive e se desdobra
Como se fosse vosso o que me sobra
E o que vos sobra, a todos, fosse meu!
Não negarei o espaço, nem o céu
Ou o que há de divino em cada obra
E hei-de pagar ao mundo o que ele me cobra
Porque o que cresce em mim, de Abril nasceu.
Não nego Abril, que Abril me seduziu,
Me estendeu o seu braço companheiro
Me deu asas, canções e voz liberta!
Prometeu muito mais, mas lá cumpriu!
[nunca um Abril sozinho é derradeiro
nem liberdade é coisa sempre certa... ] Maria João Brito de Sousa – 27.11.2010 – 21.06h