
Todos os dias
as mãos se lhe enchiam
de luas e pães
comprados no café da esquina...
Eles, os pães,
porque as luas lhe nasciam
das asas dos pássaros
quando se demoravam
sobre as reflexões
e dos olhos
dos que se cansavam
de entender
Eram luas e pães multiplicados
pela soma das ausências,
mas eram
e ninguém negaria
a solidez da sua inexistência...
Maria João Brito de Sousa - 07.01.2011 - 16.25h
