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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

GUARDAR AS LUAS





Todos os dias

as mãos se lhe enchiam

de luas e pães

comprados no café da esquina...



Eles, os pães,

porque as luas lhe nasciam

das asas dos pássaros

quando se demoravam

sobre as reflexões

e dos olhos

dos que se cansavam

de entender



Eram luas e pães multiplicados

pela soma das ausências,

mas eram

e ninguém negaria

a solidez da sua inexistência...











Maria João Brito de Sousa - 07.01.2011 - 16.25h

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

POUCA-TERRA, TANTO-TEJO...




“Pouca-terra, pouca-terra”…
Tanta terra falta ainda,
Tanto rio por navegar,
Tanto cume de alta serra,
Tanto trilho que não finda,
Tanta estrada e tanto mar!

E, do comboio que passa,
“Pouca-terra, muita-pressa”,
Na melopeia de infância,
Não pressinto uma ameaça…
Quero ver que terra é essa,
Quero medir-lhe a distância!

“Pouca-terra” – mais que fosse! –
Quanta improvável lonjura
Nesse meu olhar que fica…
Tanta gente amarga e doce
Nessa terrena procura
A que o mundo se dedica…

“Pouca-terra”… e, afinal,
Tanto, ainda por cumprir
Nesse mundo que então vejo…
Pouca terra? Não faz mal,
Muito mais terra há-de vir!
[pouca terra e tanto Tejo…]


Maria João Brito de Sousa – 08.08.2010 – 15.35h

Aos comboios da “Linha do Estoril”, sempre presentes, desde os primórdios da minha infância.