
Ergue-se o pano e surge outro cenário…
De uma forma irreal, que mal se nota,
Deste mar virtual emerge a frota
Do sonho em caravelas de incensário…
A multidão, em sentido contrário,
Vai traçando, confusa, a sua rota.
Cruzados que não trazem espada ou cota
São sempre actores do nosso imaginário…
Não será de estranhar que, no futuro,
A ponte se levante sobre o muro
E que o entendimento sobrevenha…
Não será de estranhar. O que vos juro
É que estas caravelas que eu conjuro
Já se vão vendo ao longe. E ninguém estranha!
Maria João Brito de Sousa
Imagem retirada da internet