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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CIDADE SEM SENTIDO(S) - Soneto de nove sílabas métricas


Se a Cidade contasse os segredos
Das janelas fechadas dos dias
Quantos rostos e mãos não verias
Nas cortinas já gastas dos medos,

Quantos corpos em estranhos folguedos,
Quantas camas desfeitas, já frias,
Quantas mesas de pinho vazias
De uns pedaços de pão, mesmo azêdos?

Se a Cidade pudesse falar
E se erguida do chão, a gritar,
Rebentasse em protesto incontido

Levantando o seu punho no ar...
[... ah, Cidade que eu tento inventar,
nem eu própria sei dar-te um sentido!]





Maria João Brito de Sousa - 05.10.2011 - 15.03h



Imagem retirada da Internet, via Google