
Sinto-te vir, mais suave do que a prece…
Volteia sobre mim, Anjo Imprevisto!
És o jorrar de um néctar que conquisto
No culminar de um corpo que adormece!
De tudo o que na vida me acontece
Sempre que o isco surge e não resisto,
És bem menos provável – nisso insisto! –
Do que um dia a romper, quando anoitece…
Portanto, anjo impossível que não esqueço,
Adeja sobre mim quando adormeço,
Conquista-me este sonho e vai-te embora!
Pois tu não sabes que eu não tenho preço,
Que acordo, me reinvento e te despeço!?
[meu assombro é lunar, não se demora...]
Maria João Brito de Sousa – 20.11.2010 – 18.03h





