
Fica tão triste a cor das madrugadas
Em que o sol se esqueceu de vir brilhar
E as nuvens plúmbeas descem, desoladas,
Sobre os últimos raios de luar…
Mas, em compensação, outras, ousadas,
Rompendo o escuro manto irão mostrar
O azul do céu às vidas ensonadas
Que agora mesmo acabam de acordar…
Há sempre um cravo aberto na janela
De cada madrugada que não esqueço
Nas horas de um porvir que se aproxima
E, se alguém se esquecer de olhar pr`a ela,
Eu escrevo outro poema, eu recomeço
No primeiro amanhã que nasça em rima…
Maria João Brito de Sousa – 20.07.2011 – 17.34h





