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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SONETOS ÀS ERVAS BRAVIAS DO MATO, I


Flor de Urtiga


(Em decassílabo heróico)


À flor de uma palavra… eu renuncio!
Noutra, mais louca ainda, recomeço
A dança da palavra e pago o preço
Que me cobra o poema que anuncio



No Inverno, enfrento ainda o beijo frio
Do tanto que ousei ser, mas desconheço,
Neste palco terreno onde não peço,
Nem aceito os favores dum novo Estio



São flores, braços e garras, as palavras!
Nelas m`elevo inteira… ou me condeno
Num quase-desafio a quem souber



Ou tentar adentrar-se em minhas lavras…
[há flores assim, selvagens, com veneno,
que se escapam da mão que as quer colher…]







Maria João Brito de Sousa – 20.02.2013 – 16.32h