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segunda-feira, 25 de julho de 2011

MADRUGADAS E OUTROS RECOMEÇOS


Fica tão triste a cor das madrugadas

Em que o sol se esqueceu de vir brilhar

E as nuvens plúmbeas descem, desoladas,

Sobre os últimos raios de luar…



Mas, em compensação, outras, ousadas,

Rompendo o escuro manto irão mostrar

O azul do céu às vidas ensonadas

Que agora mesmo acabam de acordar…



Há sempre um cravo aberto na janela

De cada madrugada que não esqueço

Nas horas de um porvir que se aproxima



E, se alguém se esquecer de olhar pr`a ela,

Eu escrevo outro poema, eu recomeço

No primeiro amanhã que nasça em rima…



Maria João Brito de Sousa – 20.07.2011 – 17.34h

5 comentários:

N. Barcelli disse...

Não sei quem é a Maria João Brito de Sousa... és tu?
De qualquer modo o soneto é excelente. Muito bem escrito, parabéns à autora.
Na foto, és tu pequenina?
Querida amiga, boa semana.
Beijo.

pekenasutopias disse...

Sim, a Maria João Brito de Sousa sou eu! :)
Na foto sou eu na véspera do nascimento da minha segunda filha. Ao lado está a filha mais velha, com t´^es anos, na altura... já lá vão trinta e cinco anos!

Abraço grande!

Prof Eta disse...

“A besta”

Entre o bicho e o homem
Vai uma distância enorme
Os bichos matam e comem
Homem mata sem ter fome

Homem mata só por prazer
Até mesmo o seu semelhante
E grita na hora do ver morrer
Esta é uma vitória retumbante

Este homem é mais que bicho
Mata, destrói e canta vitória
É uma aberração da natureza

Filho de Deus, satanás ou lixo?
Muitos houve ao longo da história
Encarnações da besta com certeza.

Sonhadora disse...

Minha querida

Um belo momento de poesia que acabei de sentir, adorei ler.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Maria João Brito de Sousa disse...

Obrigada, amigos Prof Eta e Sonhadora!
Abraço grande! :)