Já mal recordo as águas, muito claras,
Das nascentes das serras percorridas
Sobre penhascos, sobre duras fragas,
Em cada passo gasto nas subidas
Já quase nem relembro as madrugadas
De todo o começar de tantas vidas,
Porque ato, a cada verso, estas amarras
Às colunas do cais de outras partidas
Mas, à noitinha, é como se tambores
Semeassem no ar todas as cores
Num reboar de notas sincopadas!
Dormindo, eu que sou “tu” e tanta gente,
Que não tenho passado, nem presente,
Adivinho o porvir destas passadas …
Maria João Brito de Sousa
2 comentários:
Parabéns pelo Diploma
Gostei de ver..
deixo pois é mesmo a minha flor
A ti...
Flor de porcelana...
Que no meu jardim...
Floria...
E me deixava feliz...
E que recordo...
Com muita saudade...
E deixo...
Nestas linhas...
Uma singela homenagem...
À flor...
Mais linda...
Que Angola tem...
E que o mundo já viu...
LILI LARANJO
Obrigada, AFRICA EM POESIA!
Grata pelo poema deixado em comentário!
Um abraço grande e poético! :)
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