
(Soneto em decassílabo heróico)
Devo dizer-vos ter julgado certo
O fim dos dias do meu “sonetar”
Que a cada instante vinha concertar
Meu muito humano e lábil desconcerto…
Hoje, porém, sem um motivo, incerto,
Sem sonho que o fizesse anunciar,
Nasce-me este, ébrio, quase a galopar
Sobre as tristezas que sentiu por perto
E, nesta força que nem eu lhe entendo,
Fez-se palavra, verso… e, num crescendo,
Impôs-se, a cores, ao cinza do costume
Assim que letra a letra foi estendendo
A melodia que, em mim não cabendo,
Jorrou qual água mas queimou qual lume…
Maria João Brito de Sousa - 29.04.2013
IMAGEM - Três Mulheres na Fonte - Pablo Picasso, 1921
7 comentários:
Vim aqui ter através do blogue do meu amigo Rogério, vi, li, gostei e fiquei :)
Um soneto embriagante.
beijinho
Fê
Obrigada, Fê Blue Bird!
Até hoje, é o último de cinco anos e meio de produção intensiva... espero que não seja o último dos últimos! O meu estado físico não é dos melhores e estou a atribuir a isso este intervalo na produção...
Mas vou retribuir a visita!
Eu tentei, Fê Blue Bird... mas não me sei movimentar nos círculos do Google e não estou num estado de saúde que me permita iniciar a navegação de plataformas "nunca antes navegadas"... mal consigo manter actualizadas as páginas e blogs que mais têm funcionado nestes últimos anos...
Peço desculpa mas terei de desistir! Abraço!
E quando assim é
que fazer para conter
sua força seu dizer?
Um abraço e continue a "sonetar", pois fá-lo com mestria.
Um beijo
Publicarei hoje o último soneto escrito e publicado online, Lídia! Não foi uma decisão muito fácil de tomar, mas tenho fortíssimos motivos para a ter tomado.
Virei visitar-vos sempre que possa e a ligação mo permita!
Abraço grande!
Continuando a colher "pérolas"...
Força, amigo!
Outro abraço!
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