VISLUMBRES


View My Stats

quarta-feira, 12 de março de 2014

VARIAÇÕES SOBRE O TEMA "UMA CASA PORTUGUESA" - Décimas

Nascem selvagens, libertos,
Vindos de coisa nenhuma
Com asas feitas de espuma,
Nos momentos mais incertos
E, se engendram desconcertos,
Trazem razões que, uma a uma,
Vão dissipando esta bruma
Pr`a deixar-nos bem despertos
Pois, se de razões cobertos,
Quem nos seus versos se assuma

E com muitos os reparta
Sobre mesa igualitária
Sem intenção mercenária,
Tirará, da mesa farta,
Quanto o tirano descarta,
Numa ânsia totalitária
De refeição bem mais vária…
E, venha Zé, venha Marta,
Venha “encartado”, ou “sem carta”,
Que a festa é mais necessária

Do que muita gente pensa
Quando não falta na mesa,
Do poema, a clara franqueza
Que a comunhão torna imensa
Pois, mesmo tendo pertença,
Traga alegria ou tristeza,
Nunca é fútil nem burguesa
Porque em si própria condensa
Quanto um povo não dispensa
Se a casa for… portuguesa!



Maria João Brito de Sousa – 12.03.2014 – 17.27h

6 comentários:

O Puma disse...


Uma casa portuguesa
se a banca não a leiloar

Maria João Brito de Sousa disse...

... refiro-me a nós todos, Puma. Mas tens razão! Estamos todos a ser leiloados em hasta pública...


Abraço!

Nilson Barcelli disse...

Nascemos libertos, mas vivemos ao som da música que em cada momento nos tocam... e a música actual é sufocante... apesar disso e da tristeza, não dispensamos a alegria da casa portuguesa...
Excelente poema, minha amiga, gostei imenso.
Maria João, tem um bom domingo e uma boa semana.
Beijo.

Maria João Brito de Sousa disse...

A música actual é tão, mas tão sufocante, que eu penso que é tempo de todas as "casas portuguesas" se levantarem para a "desligar", Nilson...

Um grande abraço para ti!

heretico disse...

Casa portuguesa - generosa e sofrida...

abraço

Maria João Brito de Sousa disse...

Muito, muitíssimo sofrida, Heretico...



Abraço!