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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SONETOS ÀS ERVAS BRAVIAS DO MATO, I


Flor de Urtiga


(Em decassílabo heróico)


À flor de uma palavra… eu renuncio!
Noutra, mais louca ainda, recomeço
A dança da palavra e pago o preço
Que me cobra o poema que anuncio



No Inverno, enfrento ainda o beijo frio
Do tanto que ousei ser, mas desconheço,
Neste palco terreno onde não peço,
Nem aceito os favores dum novo Estio



São flores, braços e garras, as palavras!
Nelas m`elevo inteira… ou me condeno
Num quase-desafio a quem souber



Ou tentar adentrar-se em minhas lavras…
[há flores assim, selvagens, com veneno,
que se escapam da mão que as quer colher…]







Maria João Brito de Sousa – 20.02.2013 – 16.32h

14 comentários:

Maria Luisa Adães disse...

Estou com pressa e não te posso comentar por agora.

Vê a resposta que te dou nos "7degraus" quanto ao meu poema misterioso.

Abraço,

Maria Luísa

Maria João Brito de Sousa disse...

Não imaginas o esforço que tenho de fazer para "decifrar" cada palavrinha... vou lá agora mesmo. Bjo!

São disse...

Gostei muito!

Bom serão, rrss

Maria João Brito de Sousa disse...

:D beijo, São!!!

OBRIGADA... DESCONFIO QUE HOJE NÃO POSSA HAVER SERÃO NENHUM... O ECRÃ VOLTOU A TREMER TANTO QUE NEM ESTAS MAIÚSCULAS CONSIGO RELER...

Lídia Borges disse...


Habitamos um espaço, um tempo hostis, logo a palavra deve ser arma.

E como sabes empunhá-la, dar-lhe forma e sentido!...



Um beijo



Maria João Brito de Sousa disse...

Beijo grande, Lídia! Obrigada!

Nilson Barcelli disse...

"São flores, braços e garras, as palavras!"
E tu és uma grande poeta.
Maria João, minha querida amiga, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Beijo.

Maria João Brito de Sousa disse...

Obrigada, Nilson!
Irei ao Nymbipolis assim que puder! Ainda hoje!

O meu abraço e o meu desejo de excelente Domingo!

heretico disse...

em palavras me perco. quando assim belas...

beijo

Maria João Brito de Sousa disse...

Também eu me quero perder nelas, Heretico... quero que me durem enquanto eu durar... nos domínios do sonho vai ficando este desejozinho de que me sobrevivam e continuem a durar para além de mim...

Obrigada e um abraço grande!

Mar Arável disse...


São corpos vivos

José Auzendo disse...

Acho que é isso sim, Maria João, deviam as palavras ser sempre como as urtigas, picarem bem e duradouramente a quem nelas tenta pegar...

Mas ditas assim, como neste soneto, quanto mais bravias são, mais a elas nos pegamos...

Auzendo

Maria João Brito de Sousa disse...

Olá, Mar Aráve!!

... são corpos vivos e preparados para a resistência... admiro-as também por isso!


Abraço grande!

Maria João Brito de Sousa disse...

Obrigada, amigo José Auzendo!

Eu sempre gostei muito delas, assim, bravias... admiro a sua resistência...

O meu abraço!