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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O TEMPO DAS PALAVRAS


UMA PAPOILA NA SEARA





O tempo é das palavras que, nas asas,
Trazem o pó da terra, o pão, a flor…
Das palavras-operários que erguem casas
E, à noite, já cansadas, são suor,

Que vêm do silêncio de águas rasas
De um tempo amordaçado pela dor,
Que arrancaram, de vez, suas mordaças
E se lançam num voo bem maior

O tempo é de mudança em maré alta
Da palavra que agora nos não falta,
Da força que nos trouxe acreditar,

Da espiga, já madura, a dar seu fruto,
Por fim, da liberdade e do produto
Do que a nossa vontade irá moldar


Maria João Brito de Sousa – 03.08.2011 – 15.55h

Soneto prefácio dedicado ao terceiro livro da poetisa alentejana Idalina Pata, O TEMPO DAS PALAVRAS

14 comentários:

Rogério Pereira disse...

E é mais um livro
a juntar a tantos
para ser lido

(se te tivesse conhecido há mais tempo, terias entrado no prefácio do meu livro)

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

passando para agradecer a sua visita carinhosa e volte sempre que possa.
Um poema muito belo...parabéns à autora.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

heretico disse...

como eu gosto de seara(s) nova(s). do grito das papoilas...

... e de azedas! rs

belos teus sonetos

beijos

Maria João Brito de Sousa disse...

Um livro duma poetisa alentejana com muito talento, Rogério :)
O prefácio ou soneto-prefácio, como entenderes, pode ficar para um próximo livro teu :)

Abraço grande!

Maria João Brito de Sousa disse...

Sonhadora, irei ainda hoje... mas gosto sempre de acrescentar que o farei se esta minha tonta ligação mo permitir!

Obrigada e um beijinho!

Maria João Brito de Sousa disse...

Heretico, estamos juntos nesse aspecto... e noutros :)

Obrigada e um beijinho!

Maria João disse...


Talvez um dia me aconteça conhecer a escrita de Idalina Prata.
O titulo do livro e o seu soneto, Maria João conduzem-me a uma seara boa de palavras.

Obrigada!

Mel de Carvalho disse...

Maria João,

Permita-me que lhe deixe nota do meu agrado sobre o que escreve e que venho a ler já há algum tempo. Não lhe prometo regularidade de comentários, mas prometo-lhe atenta e sincera leitura sobre o que vier a comentar. Vou tomar a liberdade de a linkar num dos meus espaços (o de prosa) de onde, se tiver interesse, facilmente acederá ao outro, homónimo, mas estritamente de poesia, no sapo.

Bem-haja
Mel

Lídia Borges disse...


São estas palavras de um tempo a despontar como flor que explode, cor e vida, em fundo negro, a contrastar.

Maravilhoso!

Lídia

Maria João Brito de Sousa disse...

A Idalina é uma alentejana cheia de talento e força de vontade, Maria João. Os livros dela são sempre declarações de amor ao seu Alentejo!

Um beijinho e obrigada!

Maria João Brito de Sousa disse...

Seja muito bem-vinda, Mel!

Obrigada pelas suas simpáticas palavras de apreciação em relação ao que vou deixando nestes meus espaços virtuais.
Espero poder visitá-la ainda esta noite.

O meu abraço, Mel de Carvalho!

Maria João Brito de Sousa disse...

A Idalina Pata traz o Alentejo no coração... e deixa que ele transborde em cada um dos seus poemas, Lídia...

Beijo!

São disse...

Gostei do poema!

Sou já uma das seguidoras do blogue.

Se me der o prazer de seguir o "são", ficarei contente.

Um resto de bom fim de semana

Maria João Brito de Sousa disse...

Vou já visitá-la, São, obrigada.